Teste de Audição
Preparar o teste
As marcadas são as da audiometria clínica convencional. 125, 10.000 e 12.000 Hz dependem muito da qualidade do fone. A ordem segue o protocolo: 1.000 Hz primeiro, depois agudos, reteste de 1.000 Hz e por fim os graves.
Algumas apresentações não tocam som nenhum, e nem o operador sabe quais. Se a pessoa "ouvir" o silêncio, o teste registra como resposta falsa.
Conferir os fones (esquerdo e direito)
Coloque os fones na pessoa. Toque um lado e pergunte: "De que lado você ouviu?" Fones trocados invertem o resultado inteiro.
Ajustar o volume do aparelho (uma vez só)
Toque o tom de referência e ajuste o volume do celular ou computador até que a pessoa diga que está moderado e confortável, como uma conversa normal. Não pode incomodar.
Instruir quem está no fone
Leia em voz alta:
Para quem opera
- Sente-se de forma que a pessoa não veja a tela, suas mãos nem seu rosto (ela de costas ou de lado é o ideal).
- Aperte Espaço (ou "Apresentar"). O som toca depois de um intervalo aleatório de 1 a 3,5 segundos, para a pessoa não adivinhar pelo clique.
- Quando aparecer "Estímulo agora", observe a mão. Depois marque S Ouviu ou N Não ouviu.
- A tela não diz se aquele estímulo era som ou silêncio de controle. Marque só o que viu, sem expectativa.
- Não comente acertos ou erros durante o teste. Varie o seu ritmo: às vezes espere mais antes de apertar.
- O teste escolhe sozinho o próximo nível (método Hughson-Westlake: desce 10 dB quando ouve, sobe 5 dB quando não ouve).
Controles manuais
Andamento
Registro
Resultado
Audiograma
Ranking: do mais audível ao menos audível
Por ouvido
Confiabilidade
Como ler e limites
O que o número quer dizer. "Nível" é a intensidade mínima que a pessoa ouviu, em dB relativos ao volume ajustado no início. Quanto menor, melhor ela ouve aquela frequência. Não é dB NA (o dB do audiograma clínico), porque o navegador não sabe quanto som o seu fone entrega.
Compensação. Mesmo quem ouve perfeitamente percebe 3.000 e 4.000 Hz com muito menos energia do que 250 Hz. Com a compensação ligada, o ranking desconta essa diferença natural (curva de referência da ISO 389-7, aproximada), e o que sobra aponta onde a audição desta pessoa está relativamente pior. Desligada, mostra a audibilidade bruta.
O que serve. Comparar frequências entre si, comparar os dois ouvidos e acompanhar a mesma pessoa ao longo do tempo com o mesmo aparelho, fone e volume.
O que não serve. Não é diagnóstico nem substitui audiometria em cabine com fonoaudiólogo. Não há mascaramento: se um ouvido for muito pior, o som pode vazar para o outro e o resultado do pior parece melhor do que é. Diferença entre os ouvidos maior que 15–20 dB, zumbido novo, perda súbita ou dor: procure atendimento.